quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
 
Se eu morrer você vai casar de novo?”
Só uma mulher é capaz de fazer esse tipo de pergunta, e a resposta tem que ter vários, mas vários “nãos”, misturados com milhões de beijos e seguidos da frase:
“Ficou louca?”
Sinceramente: você já ouviu falar de algum homem que, mesmo de brincadeira, tenha feito alguma pergunta parecida com essa?
É claro que não.
Ah, as mulheres...
Elas querem provas de amor eterno o tempo todo, mesmo depois da morte.
Passam a vida testando os pobres dos homens para saber se eles gostam mais delas ou da mãe, ou do barco, ou do carro novo, ou do Flamengo, ou – sutilmente – dos filhos.
Se ele não lembrou que hoje faz oito anos e 17 dias daquela tarde de chuva em Paris em que se abrigaram debaixo da marquise para se beijar – e não mandou flores, como homenagem à data –é um sinal claro de que o amor (dele) acabou.
Se num incêndio, no meio das labaredas, não lembrar que precisamente naquele dia, 15 anos atrás, falaram pela primeira vez em casamento, ela é capaz de se jogar da janela ou – pior – de amarrar uma bela tromba por dias seguidos.
Isso se tiverem a sorte de escapar com vida, o que, no caso, talvez não seja o melhor negócio.
Ah, as mulheres...
Se quando ela entrar no carro ouvir um CD que não tem nada a ver com a história de amor dos dois, é sinal de que alguma coisa não anda bem, e mais: a prova de que existe uma história rolando com outra.
Se for a fita de Caetano cantando em espanhol e ele cantarolar LA BARCA sabendo a letra todinha de cor, me diga: é ou não é prova evidente de traição?
Já os homens são diferentes.
No caso inverso, são capazes de dizer, numa boa:
“Parece que você adivinhou, eu estava louco para comprar essa fita”.
É possível ter uma relação com alguém de cuca tão fresca?
Claro que não.
Ah, esses homens....
Quando uma mulher vê o seu de gravata nova e caprichando na frente do espelho, já fica com a pulga atrás da orelha:
“Aí tem”, é o mínimo que pensa.
Já o homem, quando vê sua mulher lindona, de salto alto e corte de cabelo novo, convida logo para jantar fora, feliz de poder exibir a mulher, que, para ele, é a mais linda do mundo.
Difícil a harmonia entre esses dois seres tão diferentes.
Difícil, mas não impossível.
Ele bem que tenta, mas, se chega em casa com um ramalhete de flores, ela pensa:
“Alguma andou aprontando”.
Se propõe uma viagem, nunca ouve um sim logo de cara.
As crianças vão entrar em provas, a casa precisa de uma reforma, talvez seja a hora de trocar de carro.
E, quando concorda, começa a discussão sobre o roteiro.
Atravessar Portugal e Espanha de carro, nem pensar.
Tem que ir a Paris ver as modas, conhecer a ala nova do Louvre, contar que St. Germain não está com nada, que o único lugar onde se pode ficar agora é no Marais.
Ele às vezes pensa em como seria feliz se pudesse viajar com dois amigos só para dizer uma porção de bobagens, esticar o almoço às vezes até 5, 6 da tarde, exagerar no vinho apenas para se sentir bem livre, não ter que reservar um restaurante e chegar na hora marcada com a mulher do lado contando de todas as compras que fez.
Mas e a coragem?
( Danuza Leão )

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Sou uma pessoa de bem com a vida e dificilmente você me verá de mau humor.Tento levar a risca o ditado "não faça aos outros aquilo que você não gostaria que fizessem com você". Procuro me rodear de pessoas alegres e que me olham nos olhos quando eu falo. Acredito que energia positiva atrai energia positiva.

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